Ao longo dos anos, aprendi que duas pessoas podem chegar ao consultório com a mesma queixa e precisar de cuidados completamente diferentes. Porque ninguém é definido apenas pelo que sente, existe uma rotina, uma história, hábitos, preocupações, momentos de vida que também fazem parte do cuidado. Por isso que, antes de qualquer técnica, eu procuro conhecer quem está diante de mim. À primeira vista, pode parecer estranho: Como duas pessoas com o mesmo problema podem receber tratamentos diferentes? Essa é uma das perguntas que mais gosto de responder no consultório. Na Medicina Tradicional Chinesa, o olhar vai além do sintoma. O mesmo desconforto pode ter origens diferentes, momentos de vida diferentes e formas diferentes de se manifestar. Por isso, antes de definir um tratamento, existe uma avaliação cuidadosa. Observar, ouvir e compreender fazem parte desse processo. É justamente essa individualização que torna cada atendimento único e um dos motivos pelos quais continuo escolhendo a ac...
Passamos boa parte da vida esperando que algo importante aconteça: a próxima conquista, a próxima fase, o momento certo. Enquanto os olhos estão voltados para o que ainda falta, corremos o risco de não perceber a beleza silenciosa do que já está acontecendo. Que a gente nunca tenha tanta pressa de viver o amanhã a ponto de esquecer do hoje. Os intervalos nunca foram tempo perdido. São o espaço onde respiramos, aquecemos o coração, reorganizamos os pensamentos e voltamos para nós mesmos. É justamente neles que a vida acontece de forma mais verdadeira. Como acupunturista, aprendi que o corpo também precisa de intervalos para recuperar o equilíbrio. A vida segue a mesma lógica.
